Aleksandr Filatov com sua esposa Elena e dois filhos ao fundo da colônia penal onde o cristão cumpriu pena, julho de 2026.
Em 9 de julho de 2026, Aleksandr Filatov, pai de dois filhos menores de idade, condenado por sua fé, foi libertado da colônia penal. Durante cinco anos ele esteve separado da família. Sua esposa Elena afirma: “Nem o amor a Deus, nem o nosso amor um pelo outro foram prejudicados; pelo contrário, tornaram-se mais fortes e mais ternos”.
Segundo Aleksandr, a colônia penal é um lugar onde as dificuldades e, às vezes, a pressão por parte dos outros são algo comum. “Não vale a pena ceder ao medo, pensar constantemente no que de ruim pode acontecer. Isso só esgota as forças emocionais — contou o crente após a libertação. — Sim, estar na prisão é antinatural. É preciso apenas se concentrar em algo positivo”. Na colônia, Aleksandr destacou-se como um trabalhador dedicado — era o único eletricista em seu grupo. Foi respeitado pelos colegas devido às suas habilidades profissionais.
No momento da prisão de Aleksandr, seu filho mais novo tinha apenas dois anos e meio. Elena cuidava dos filhos sozinha e levava pacotes para o centro de detenção provisória. Quando era possível visitar Aleksandr, ela procurava levar os filhos consigo, especialmente o mais novo, para que não esquecesse o pai. “Lá, cantávamos juntos uma música infantil em cada visita — lembra ela. — Os funcionários depois comentavam entre si, surpresos, que durante as visitas nós cantávamos”. Aleksandr fabricava para seus familiares pequenos objetos e brinquedos com materiais disponíveis, cartões, criava enigmas e escrevia poemas.
“Nos primeiros seis meses, eu e Sasha nos vimos rapidamente apenas três ou quatro vezes, e cada vez por no máximo uma hora”, recorda ela. As cartas tornaram-se o principal meio de comunicação: Elena e Aleksandr escreviam um ao outro todos os dias. Inicialmente, as ligações não eram permitidas, depois foram autorizadas uma vez por mês, durante 15 minutos.
Na véspera da libertação, Aleksandr revia sua bolsa de cartas recebidas de todo o mundo: durante o período de prisão, chegou a receber mais de 8.500. “Não consigo desapegar delas”, disse ele.
O motivo da privação de liberdade de Aleksandr foi o fato de ele discutir a Bíblia com companheiros de fé. Em dezembro de 2022, o Tribunal Distrital de Oktyabrsky em Krasnoyarsk condenou o crente a seis anos de colônia penal de regime geral por “organização das atividades de uma organização extremista”.



